Minha matéria da edição n. 48 da Q Revista:
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quinta-feira, 31 de março de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Autoestima Infantil
A minha página da 46ª Edição da Q Revista encontra-se no link:
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Palestra: relação avós e netos
Participei do grupo Lunedi palestrando sobre o tema: avós e netos!
Foram abordadas diversas questões desta relação:
- As modificações dos perfis das avós;
- Os inúmeros benefícios deste vínculo (rejuvenescimento e trocas - cumplicidade entre avós e netos);
- O relacionamento das avós com os pais dos seus netos (filhos, genros e noras: parceria);
- Diferentes participações como: avós da diversão e avós que estão inseridas na rotina;
- Algumas dicas importantes: diálogo sempre; todos são modelos para os pequenos e nunca se deve discutir na frente da garotada;
- Sinceridade, respeito, confiança, tolerância, delicadeza e afeto devem sempre existir para que a harmonia familiar prevaleça, afinal, todos tem um objetivo comum: querem o melhor para a criança ;-)
quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Participação em um programa de rádio da FACCAMP
No fim do ano passado, fui entrevistada em um programa de rádio de um TCC do curso de jornalismo da Faccamp sobre o tema do uso
indevido de aplicativos de comunicação como compartilhamento de fotos e vídeos pessoais
íntimos.
Algumas questões relevantes da entrevista:
- Por que
as pessoas sentem a necessidade de filmar o ato sexual?
R: Filmar o ato sexual é um fetiche
para algumas pessoas. Sem contar que
atualmente o culto a imagem está em evidencia, sendo o exibicionismo de fotos
ou vídeos íntimos um reflexo dessa situação. Também compartilhar a intimidade
pode servir como um meio de aproximação entre as pessoas.
Principalmente os adolescentes buscam popularidade
nessa exposição ilimitada e ignoram as consequências de filmar um ato sexual,
por exemplo. Além disso, os jovens apresentam um comportamento de rebeldia,
afrontando os limites impostos pelos adultos e querendo chocar a sociedade. Dessa
forma, essa autoexposição faz parte do seu processo de autoafirmação e
amadurecimento.
Constantemente esse comportamento só mascara uma pessoa com autoestima baixa e
insegura.
Um exemplo dessa realidade é uma “competição”
que vem acontecendo na internet. Os adolescentes gravam as suas relações
sexuais, exibem as filmagens no YouTube e o ganhador será quem tiver mais
visualizações.
Outro exemplo é o fenômeno chamado “Sexting”
(adolescentes utilizam os celulares, sites de relacionamentos, contas de
e-mails etc para tirar e mandar fotos sensuais para amigos e namorados).
- Por que
os jovens, em especial os rapazes, gostam de apreciar e compartilhar vídeos
pornôs, sejam eles profissionais ou caseiros? Qual a necessidade psicológica?
R: Um indivíduo que busca a
pornografia (ou especificamente os vídeos pornôs) geralmente é pelo prazer e
pela excitação, é um voyeurismo, ou seja, ele tenta realizar as suas próprias
fantasias por meio de outras pessoas.
Nos jovens essa atividade é frequente, pois é mais
fácil para um adolescente viver no mundo imaginário, já que ele está passando
por uma fase complicada e de muita insegurança.
Assim, é viável procurar uma satisfação sexual online onde ele não tem
que se expor e lidar com uma rejeição.
O anonimato proporcionado pelo computador faz com
que a pessoa possa assumir outra personalidade e realize as suas fantasias
inimagináveis no mundo real. Ou seja, é frequente que as frustrações do
cotidiano contribuam para a procura da pornografia. O problema é que na
internet tudo é ilusório.
- Em
casos onde um vídeo particular seja disseminado, quais aspectos psicológicos a
pessoa do vídeo pode ser atingida? É possível resultar em um suicídio?
R: É muito difícil para uma
pessoa que não autorizou a divulgação do seu vídeo íntimo lidar com essa
exposição e isso é bastante frequente. Muitas vezes é um conhecido que disseminou
a gravação, fato que só aumenta a decepção e a raiva de ter sua intimidade
violada. Além disso, as meninas sofrem mais que os meninos nessa situação pela
desigualdade sexual existente na sociedade.
Para os adolescentes esse
momento é ainda mais complicado do que para os adultos, pois eles estão em uma
fase de desenvolvimento, construindo a sua personalidade e amadurecendo. Por
isso mesmo eles podem não aguentar a pressão.
Muitas famílias se mudam de
cidades ou estados para que o jovem possa recomeçar a sua vida e tentar
esquecer toda a humilhação e julgamento sofrido.
O apoio da família e dos amigos é de fundamental importância, além da procura de um profissional da psicologia para auxiliar a vítima no enfrentamento desse acontecimento.
O apoio da família e dos amigos é de fundamental importância, além da procura de um profissional da psicologia para auxiliar a vítima no enfrentamento desse acontecimento.
Cada indivíduo interpreta e
lida de uma maneira com os eventos da vida, alguns podem ficar deprimidos,
outros com crises de ansiedade e uma minoria, em decorrência também de outros
fatores existentes, pode sim cometer um suicídio, existindo relatos de
episódios que tragicamente terminaram assim.
- O grande
compartilhamento pode se referir a uma era da sociedade onde os indivíduos não
se colocam no lugar do outro antes de determinada
ação? Falta empatia?
R: Realmente hoje vivemos em uma
sociedade da individualidade, as pessoas não se preocupam com os outros, de
modo geral são egoístas e falta empatia. Se cada um que compartilhasse um vídeo
íntimo se colocasse no lugar da vítima, certamente agiria de maneira diferente.
- Pode
ser considerado algum problema psicológico a necessidade em ter esses vídeos
próximos e de fácil acesso?
R: O vicio em pornografia (vídeos
pornôs) deve ser tratado já que ele causa prejuízos para a pessoa que acaba se
isolando do mundo real. É comum ter relatos de abalo das relações conjugais e
familiares e problemas no trabalho. A pornografia vira uma fuga, ela é a única
fonte de prazer do indivíduo que não enfrenta as suas dificuldades e não lida
com as suas frustrações.
Enfim, se as coisas estiverem fugindo do controle é
recomendável procurar um psicólogo para compreender a necessidade de se ter esse
intenso acesso a pornografia.
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