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sábado, 27 de agosto de 2016

Dia do psicólogo


Parabéns para todos que exercem a Psicologia com muita responsabilidade, respeito, empatia e amor :-)


O que faz um psicólogo?
R: O psicólogo apresenta uma combinação de métodos científicos e estuda os fenômenos psíquicos e o comportamento humano. Trabalha com os pensamentos, sentimentos e ações dos pacientes e atua no diagnóstico, prevenção, promoção e remediação da saúde.

Em que áreas atua?
R: A psicologia tem diversas áreas de atuação como: Psicologia Escolar/Educacional; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Psicologia de Trânsito; Psicologia Jurídica; Psicologia do Esporte; Psicologia Clínica; Psicologia Hospitalar; Psicopedagogia; Psicomotricidade; Psicologia Social; Neuropsicologia.

O que te fez escolher este trabalho?
R: Sempre fui curiosa, uma boa ouvinte e me interessei pelas histórias das pessoas, seus conflitos, escolhas, valores e crenças, principalmente das crianças e dos adolescentes. Gosto de desenvolver diariamente a empatia, a escuta, de estudar os casos, dos desafios e me sinto realizada quando os meus pacientes conseguem resolver os seus conflitos e sentem-se felizes.

Quais os maiores desafios enfrentados por este profissional?
R: Atualmente os maiores desafios enfrentados na profissão são: acompanhar as mudanças da sociedade, conseguir lidar com a cultura do “imediato”, superar os estigmas e preconceitos que as pessoas ainda apresentam frente a psicologia e que as fazem buscar o profissional quando já estão “no fundo do poço”.

Quando uma pessoa deve procurar um psicólogo?
R: Quando ela estiver sofrendo ou quando uma situação, comportamento, pensamento ou sentimento estiver atrapalhando a sua vida ou causando problemas nas mais diversas áreas. Além disso, ela pode procurar um psicólogo para se conhecer melhor.

Acredita que a profissão ainda tenha alguns estigmas? Quais?
R: Sim, ainda as pessoas acreditam que só devem procurar um psicólogo quem está “louco” ou quem é fraco e que não consegue resolver um problema sozinho. Além do estigma de que é “frescura” fazer terapia.

Gostaria de acrescentar mais alguma informação?
R: A profissão de psicólogo é muito gratificante, está inserida em muitos contextos, porém você tem que estar bem e sempre se atualizando para exercer com qualidade essa função. 



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Palestra: relação avós e netos

Participei do grupo Lunedi palestrando sobre o tema: avós e netos!


Foram abordadas diversas questões desta relação: 
- As modificações dos perfis das avós; 
Os inúmeros benefícios deste vínculo (rejuvenescimento e trocas - cumplicidade entre avós e netos);
- O relacionamento das avós com os pais dos seus netos (filhos, genros e noras: parceria);
- Diferentes participações como: avós da diversão e avós que estão inseridas na rotina;
Algumas dicas importantes: diálogo sempre; todos são modelos para os pequenos e nunca se deve discutir na frente da garotada;

- Sinceridade, respeito, confiança, tolerância, delicadeza e afeto devem sempre existir para que a harmonia familiar prevaleça, afinal, todos tem um objetivo comum: querem o melhor para a criança ;-)



Vale a leitura:


 Muito obrigada!





terça-feira, 21 de abril de 2015

Revista de Educação de Morungaba - edição especial 2015

Entrevista que dei para a Revista de Educação de Morungaba:



1.       Qual é a importância da parceria entre a Família e a Escola para o incentivo dos alunos a participarem de momentos como estes (olimpíadas)?
R: É muito importante que a família e a escola se unam e incentivem as crianças na participação de eventos como as olimpíadas.
A família deve sempre apoiar e presenciar as atividades que a escola propõe para que os alunos se motivem ainda mais a participarem delas. Assim como a escola tem que divulgar e incentivar intensamente atividades culturais e esportivas, pois constituem uma experiência positiva para todos em vários aspectos (principalmente intelectuais e sociais).

2.       E como a família e a escola podem se unir para valorizar a dedicação dos alunos durante as olimpíadas, independente do resultado?
R: A família e a escola devem apoiar incondicionalmente o estudante nas olimpíadas, ou seja, práticas adequadas e conjuntas em casa e na escola ajudarão na participação da competição.
Elas devem juntas mostrar que o mais importante não é a vitória e sim a dedicação, a disciplina e os estudos que levarão, consequentemente, a um resultado positivo.
É aconselhável que a escola e a família tomem cuidado com as pressões excessivas que podem prejudicar o desempenho do participante. Perder faz parte da vida (assim como ganhar) e é uma lição para os alunos, que necessitam aprender a lidar com frustrações.
Além disso, deve-se, após a participação, reconhecer o esforço, parabenizar o competidor e fazer uma análise para se aprender com os erros e melhorar o desempenho em uma próxima vez.

3.       Como a escola pode estabelecer uma parceria com a família em prol do aprendizado da criança? Existem outras formas além do incentivo pela participação em momentos como as olimpíadas em questão? Poderia comentar?
R: A parceria escola e família é imprescindível para um bom desempenho escolar da criança. Elas devem formar uma equipe. Dessa forma, ambas devem estar abertas e interessadas para estabelecer uma relação próxima e sincera. Cada uma se colocando no lugar da outra para tentar compreender os problemas e desafios enfrentados.
Elas são instituições diferentes, com funções diversas (a escola foca mais no conhecimento cientifico e na formação educacional enquanto a família transmite valores, exemplos e crenças, sendo o foco a educação básica), porém com um objetivo comum (preparar as crianças e os adolescentes para a inserção na sociedade) e por isso os processos de desenvolvimento e aprendizagens devem ocorrer de forma integral e coordenada.
Existem várias formas desse incentivo acontecer, além das competições como as olimpíadas, que são:  Do lado da família: respeitar as regras da escola, acompanhar a vida escolar do filho, ver lições, incentivar a leitura, perguntar sobre as aulas, professores, atividades e comparecer as reuniões e eventos na escola. Do lado da escola: cumprir a proposta pedagógica, abrir a porta da instituição aos pais dos alunos, marcar reuniões periódicas, palestras e eventos que estreitem o relacionamento com a família e com toda a comunidade.

4.       Que benefícios esta parceria pode trazer para a formação do aluno durante toda a sua vida?
R: A parceria escola-família pode trazer inúmeros benefícios para formação do aluno durante toda a sua vida como um melhor desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Além disso, juntas elas podem encontrar melhores estratégicas para se atingir uma educação completa. Também esta união só contribui para a formação de estudantes éticos, críticos, participativos, solidários e responsáveis.

Enfim, faz uma grande diferença na educação das crianças e dos adolescentes um trabalho conjunto entre família e escola.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Participação em um programa de rádio da FACCAMP

No fim do ano passado, fui entrevistada em um programa de rádio de um TCC do curso de jornalismo da Faccamp sobre o tema do uso indevido de aplicativos de comunicação como compartilhamento de fotos e vídeos pessoais íntimos.



Algumas questões relevantes da entrevista: 

- Por que as pessoas sentem a necessidade de filmar o ato sexual?
R: Filmar o ato sexual é um fetiche para algumas pessoas. Sem contar que atualmente o culto a imagem está em evidencia, sendo o exibicionismo de fotos ou vídeos íntimos um reflexo dessa situação. Também compartilhar a intimidade pode servir como um meio de aproximação entre as pessoas.
Principalmente os adolescentes buscam popularidade nessa exposição ilimitada e ignoram as consequências de filmar um ato sexual, por exemplo. Além disso, os jovens apresentam um comportamento de rebeldia, afrontando os limites impostos pelos adultos e querendo chocar a sociedade. Dessa forma, essa autoexposição faz parte do seu processo de autoafirmação e amadurecimento. Constantemente esse comportamento só mascara uma pessoa com autoestima baixa e insegura.
Um exemplo dessa realidade é uma “competição” que vem acontecendo na internet. Os adolescentes gravam as suas relações sexuais, exibem as filmagens no YouTube e o ganhador será quem tiver mais visualizações.
Outro exemplo é o fenômeno chamado “Sexting” (adolescentes utilizam os celulares, sites de relacionamentos, contas de e-mails etc para tirar e mandar fotos sensuais para amigos e namorados).

- Por que os jovens, em especial os rapazes, gostam de apreciar e compartilhar vídeos pornôs, sejam eles profissionais ou caseiros? Qual a necessidade psicológica?
R: Um indivíduo que busca a pornografia (ou especificamente os vídeos pornôs) geralmente é pelo prazer e pela excitação, é um voyeurismo, ou seja, ele tenta realizar as suas próprias fantasias por meio de outras pessoas.
Nos jovens essa atividade é frequente, pois é mais fácil para um adolescente viver no mundo imaginário, já que ele está passando por uma fase complicada e de muita insegurança.  Assim, é viável procurar uma satisfação sexual online onde ele não tem que se expor e lidar com uma rejeição.
O anonimato proporcionado pelo computador faz com que a pessoa possa assumir outra personalidade e realize as suas fantasias inimagináveis no mundo real. Ou seja, é frequente que as frustrações do cotidiano contribuam para a procura da pornografia. O problema é que na internet tudo é ilusório.


- Em casos onde um vídeo particular seja disseminado, quais aspectos psicológicos a pessoa do vídeo pode ser atingida? É possível resultar em um suicídio?
R: É muito difícil para uma pessoa que não autorizou a divulgação do seu vídeo íntimo lidar com essa exposição e isso é bastante frequente. Muitas vezes é um conhecido que disseminou a gravação, fato que só aumenta a decepção e a raiva de ter sua intimidade violada. Além disso, as meninas sofrem mais que os meninos nessa situação pela desigualdade sexual existente na sociedade.
Para os adolescentes esse momento é ainda mais complicado do que para os adultos, pois eles estão em uma fase de desenvolvimento, construindo a sua personalidade e amadurecendo. Por isso mesmo eles podem não aguentar a pressão.
Muitas famílias se mudam de cidades ou estados para que o jovem possa recomeçar a sua vida e tentar esquecer toda a humilhação e julgamento sofrido.
O apoio da família e dos amigos é de fundamental importância, além da procura de um profissional da psicologia para auxiliar a vítima no enfrentamento desse acontecimento.
Cada indivíduo interpreta e lida de uma maneira com os eventos da vida, alguns podem ficar deprimidos, outros com crises de ansiedade e uma minoria, em decorrência também de outros fatores existentes, pode sim cometer um suicídio, existindo relatos de episódios que tragicamente terminaram assim.


- O grande compartilhamento pode se referir a uma era da sociedade onde os indivíduos não se colocam no lugar do outro antes de determinada ação? Falta empatia?
R: Realmente hoje vivemos em uma sociedade da individualidade, as pessoas não se preocupam com os outros, de modo geral são egoístas e falta empatia. Se cada um que compartilhasse um vídeo íntimo se colocasse no lugar da vítima, certamente agiria de maneira diferente.

- Pode ser considerado algum problema psicológico a necessidade em ter esses vídeos próximos e de fácil acesso?
R: O vicio em pornografia (vídeos pornôs) deve ser tratado já que ele causa prejuízos para a pessoa que acaba se isolando do mundo real. É comum ter relatos de abalo das relações conjugais e familiares e problemas no trabalho. A pornografia vira uma fuga, ela é a única fonte de prazer do indivíduo que não enfrenta as suas dificuldades e não lida com as suas frustrações.
Enfim, se as coisas estiverem fugindo do controle é recomendável procurar um psicólogo para compreender a necessidade de se ter esse intenso acesso a pornografia.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Palestra na Mactra


No final do ano passado, participei do fechamento da semana da SIPAT, na empresa Mactra, ministrando uma palestra sobre o desenvolvimento infantil para os funcionários.



Abordei diversos temas importantes como: regras de educação, limites, família, disciplina, assuntos embaraçosos, dentre outros.



A experiência foi excelente! Agradeço o convite, a carinhosa recepção e a participação de todos :-)