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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Palestra: Limites

Ministrei uma palestra, na escola Municipal Eliana Peluso, em Bragança Paulista, sobre limites:








Foram abordadas diversas questões do desenvolvimento infantil como: os principais "erros"cometidos pelos pais; orientações sobre assuntos "embaraçosos"; birras; a importância de uma boa relação entre pais, filhos e escola; psicologia positiva,  vínculo, afeto, dentre outras.










Já havia feito outras palestras com o mesmo tema, para saber mais é só clicar nos links ;-):
http://cadernoderascunhodigital.blogspot.com.br/2014/09/palestra-sobre-limites.html




Adorei a recepção :-)


terça-feira, 21 de abril de 2015

Revista de Educação de Morungaba - edição especial 2015

Entrevista que dei para a Revista de Educação de Morungaba:



1.       Qual é a importância da parceria entre a Família e a Escola para o incentivo dos alunos a participarem de momentos como estes (olimpíadas)?
R: É muito importante que a família e a escola se unam e incentivem as crianças na participação de eventos como as olimpíadas.
A família deve sempre apoiar e presenciar as atividades que a escola propõe para que os alunos se motivem ainda mais a participarem delas. Assim como a escola tem que divulgar e incentivar intensamente atividades culturais e esportivas, pois constituem uma experiência positiva para todos em vários aspectos (principalmente intelectuais e sociais).

2.       E como a família e a escola podem se unir para valorizar a dedicação dos alunos durante as olimpíadas, independente do resultado?
R: A família e a escola devem apoiar incondicionalmente o estudante nas olimpíadas, ou seja, práticas adequadas e conjuntas em casa e na escola ajudarão na participação da competição.
Elas devem juntas mostrar que o mais importante não é a vitória e sim a dedicação, a disciplina e os estudos que levarão, consequentemente, a um resultado positivo.
É aconselhável que a escola e a família tomem cuidado com as pressões excessivas que podem prejudicar o desempenho do participante. Perder faz parte da vida (assim como ganhar) e é uma lição para os alunos, que necessitam aprender a lidar com frustrações.
Além disso, deve-se, após a participação, reconhecer o esforço, parabenizar o competidor e fazer uma análise para se aprender com os erros e melhorar o desempenho em uma próxima vez.

3.       Como a escola pode estabelecer uma parceria com a família em prol do aprendizado da criança? Existem outras formas além do incentivo pela participação em momentos como as olimpíadas em questão? Poderia comentar?
R: A parceria escola e família é imprescindível para um bom desempenho escolar da criança. Elas devem formar uma equipe. Dessa forma, ambas devem estar abertas e interessadas para estabelecer uma relação próxima e sincera. Cada uma se colocando no lugar da outra para tentar compreender os problemas e desafios enfrentados.
Elas são instituições diferentes, com funções diversas (a escola foca mais no conhecimento cientifico e na formação educacional enquanto a família transmite valores, exemplos e crenças, sendo o foco a educação básica), porém com um objetivo comum (preparar as crianças e os adolescentes para a inserção na sociedade) e por isso os processos de desenvolvimento e aprendizagens devem ocorrer de forma integral e coordenada.
Existem várias formas desse incentivo acontecer, além das competições como as olimpíadas, que são:  Do lado da família: respeitar as regras da escola, acompanhar a vida escolar do filho, ver lições, incentivar a leitura, perguntar sobre as aulas, professores, atividades e comparecer as reuniões e eventos na escola. Do lado da escola: cumprir a proposta pedagógica, abrir a porta da instituição aos pais dos alunos, marcar reuniões periódicas, palestras e eventos que estreitem o relacionamento com a família e com toda a comunidade.

4.       Que benefícios esta parceria pode trazer para a formação do aluno durante toda a sua vida?
R: A parceria escola-família pode trazer inúmeros benefícios para formação do aluno durante toda a sua vida como um melhor desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Além disso, juntas elas podem encontrar melhores estratégicas para se atingir uma educação completa. Também esta união só contribui para a formação de estudantes éticos, críticos, participativos, solidários e responsáveis.

Enfim, faz uma grande diferença na educação das crianças e dos adolescentes um trabalho conjunto entre família e escola.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Participação em um programa de rádio da FACCAMP

No fim do ano passado, fui entrevistada em um programa de rádio de um TCC do curso de jornalismo da Faccamp sobre o tema do uso indevido de aplicativos de comunicação como compartilhamento de fotos e vídeos pessoais íntimos.



Algumas questões relevantes da entrevista: 

- Por que as pessoas sentem a necessidade de filmar o ato sexual?
R: Filmar o ato sexual é um fetiche para algumas pessoas. Sem contar que atualmente o culto a imagem está em evidencia, sendo o exibicionismo de fotos ou vídeos íntimos um reflexo dessa situação. Também compartilhar a intimidade pode servir como um meio de aproximação entre as pessoas.
Principalmente os adolescentes buscam popularidade nessa exposição ilimitada e ignoram as consequências de filmar um ato sexual, por exemplo. Além disso, os jovens apresentam um comportamento de rebeldia, afrontando os limites impostos pelos adultos e querendo chocar a sociedade. Dessa forma, essa autoexposição faz parte do seu processo de autoafirmação e amadurecimento. Constantemente esse comportamento só mascara uma pessoa com autoestima baixa e insegura.
Um exemplo dessa realidade é uma “competição” que vem acontecendo na internet. Os adolescentes gravam as suas relações sexuais, exibem as filmagens no YouTube e o ganhador será quem tiver mais visualizações.
Outro exemplo é o fenômeno chamado “Sexting” (adolescentes utilizam os celulares, sites de relacionamentos, contas de e-mails etc para tirar e mandar fotos sensuais para amigos e namorados).

- Por que os jovens, em especial os rapazes, gostam de apreciar e compartilhar vídeos pornôs, sejam eles profissionais ou caseiros? Qual a necessidade psicológica?
R: Um indivíduo que busca a pornografia (ou especificamente os vídeos pornôs) geralmente é pelo prazer e pela excitação, é um voyeurismo, ou seja, ele tenta realizar as suas próprias fantasias por meio de outras pessoas.
Nos jovens essa atividade é frequente, pois é mais fácil para um adolescente viver no mundo imaginário, já que ele está passando por uma fase complicada e de muita insegurança.  Assim, é viável procurar uma satisfação sexual online onde ele não tem que se expor e lidar com uma rejeição.
O anonimato proporcionado pelo computador faz com que a pessoa possa assumir outra personalidade e realize as suas fantasias inimagináveis no mundo real. Ou seja, é frequente que as frustrações do cotidiano contribuam para a procura da pornografia. O problema é que na internet tudo é ilusório.


- Em casos onde um vídeo particular seja disseminado, quais aspectos psicológicos a pessoa do vídeo pode ser atingida? É possível resultar em um suicídio?
R: É muito difícil para uma pessoa que não autorizou a divulgação do seu vídeo íntimo lidar com essa exposição e isso é bastante frequente. Muitas vezes é um conhecido que disseminou a gravação, fato que só aumenta a decepção e a raiva de ter sua intimidade violada. Além disso, as meninas sofrem mais que os meninos nessa situação pela desigualdade sexual existente na sociedade.
Para os adolescentes esse momento é ainda mais complicado do que para os adultos, pois eles estão em uma fase de desenvolvimento, construindo a sua personalidade e amadurecendo. Por isso mesmo eles podem não aguentar a pressão.
Muitas famílias se mudam de cidades ou estados para que o jovem possa recomeçar a sua vida e tentar esquecer toda a humilhação e julgamento sofrido.
O apoio da família e dos amigos é de fundamental importância, além da procura de um profissional da psicologia para auxiliar a vítima no enfrentamento desse acontecimento.
Cada indivíduo interpreta e lida de uma maneira com os eventos da vida, alguns podem ficar deprimidos, outros com crises de ansiedade e uma minoria, em decorrência também de outros fatores existentes, pode sim cometer um suicídio, existindo relatos de episódios que tragicamente terminaram assim.


- O grande compartilhamento pode se referir a uma era da sociedade onde os indivíduos não se colocam no lugar do outro antes de determinada ação? Falta empatia?
R: Realmente hoje vivemos em uma sociedade da individualidade, as pessoas não se preocupam com os outros, de modo geral são egoístas e falta empatia. Se cada um que compartilhasse um vídeo íntimo se colocasse no lugar da vítima, certamente agiria de maneira diferente.

- Pode ser considerado algum problema psicológico a necessidade em ter esses vídeos próximos e de fácil acesso?
R: O vicio em pornografia (vídeos pornôs) deve ser tratado já que ele causa prejuízos para a pessoa que acaba se isolando do mundo real. É comum ter relatos de abalo das relações conjugais e familiares e problemas no trabalho. A pornografia vira uma fuga, ela é a única fonte de prazer do indivíduo que não enfrenta as suas dificuldades e não lida com as suas frustrações.
Enfim, se as coisas estiverem fugindo do controle é recomendável procurar um psicólogo para compreender a necessidade de se ter esse intenso acesso a pornografia.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Palestra sobre Sexualidade

Participei das reuniões de pais das crianças dos Infantis I e II (4-5 anos) na Creche Maria de Lourdes Francisco Lopes (Creche do Brumado) em Morungaba e conversamos sobre "Sexualidade", assunto que gera muitas dúvidas.



- É muito importante que os pais tenham consciência que é no ambiente familiar que a criança pode ter a maior parte da educação e orientação sexual, então, eles tem que oferecer um espaço acolhedor para que os filhos sintam-se seguros para conversar sobre qualquer assunto e compartilhar suas dúvidas e opiniões.


- Por que falar de sexo? Porque a educação sexual proporciona benefícios ao crescimento infantil, além de ser natural a criança se descobrir e querer explorar as partes do seu corpo.


- Existe uma idade ideal? Não, o mais adequado é ir respondendo as perguntas que vão surgindo.


- Como falar disso? Os adultos devem falar sobre o sexo de forma sincera, natural, objetiva, se colocando no lugar da criança e nunca podem reprimi-la, criticá-la ou puni-la. Também não é recomendável que se use da fantasia, se esquive ou não leve a sério as dúvidas infantis. Quando o genitor não souber responder a questão, explicar que vai pesquisar sobre o assunto e que voltarão a conversar sobre ela.
Outra dica interessante é perguntar para o filho como ele responderia o questionamento feito.


- Algumas práticas também devem ser pensadas como: os programas de televisão não adequados a faixa etária, a cama compartilhada, o banho conjunto e o andar nu pela casa (não existe certo ou errado nesses hábitos, vai depender do funcionamento de cada família, mas certos cuidados devem ser tomados).


- Outro ponto que deve ser ensinado desde cedo é que existem várias configurações de famílias e todas merecem respeito.


- Além disso, a igualdade entre homens e mulheres é necessário ser mostrada.


- O abuso sexual é outro tópico de fundamental importância que deve ser conversado em família.


- Principais perguntas dos pequenos:
Por que sou diferente da/o minha/meu irmãzinha/o?
De onde eu nasci?
Por que os meninos fazem xixi em pé e as meninas sentadas?
Por que não posso mexer aqui (pênis ou vulva)?


Enfim, uma criança que conhece o seu próprio corpo e tem total confiança em seus pais cresce menos angustiada e ansiosa, além de mais segura e tende a ter um desenvolvimento infanto-juvenil mais tranquilo. 



PS: Os livros sempre auxiliam os pais nas dúvidas surgidas, nesse link têm várias sugestões sobre esse tema:
http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/livros-sexo-738986.shtml


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Palestra sobre limites

Hoje participei da reunião de pais da Creche Maria de Lourdes Francisco Lopes (Creche do Brumado) em Morungaba e conversamos sobre "Limites", assunto de fundamental importância para as crianças de 0-3 anos.

Iniciativas assim devem ser reconhecidas, pois contribuem para um desenvolvimento infantil saudável e uma maior interação entre família e escola.







No ano passado eu já havia ministrado três palestras sobre esse tema e os tópicos principais estão expostos no link abaixo (vale a pena clicar):
http://cadernoderascunhodigital.blogspot.com.br/2013/08/limites.html



Um ponto essencial da palestra de hoje foi a orientação em dar limites para os filhos sem palmadas.



E essa mensagem finalizou o encontro:



sábado, 7 de dezembro de 2013

Capacitação das monitoras de creches de Morungaba

Nesse 2o semestre participei de um projeto em Morungaba com as monitoras de creches e foi uma experiência muito gratificante.

Foram 6 encontros durante os meses de Setembro, Outubro e Novembro em que discutimos a teoria e a prática do desenvolvimento infantil (principalmente a parte emocional) de crianças até 3 anos de idade.

1o encontro: desenvolvimento humano: diversos aspectos (físico-motor, intelectual, emocional e social);



2o encontro: desenvolvimento infantil: Piaget e Vygotsky;








3o encontro: desenvolvimento emocional das crianças (emoções, habilidades emocionais etc)


















4o encontro: estudos de casos: criança com um comportamento regressivo; agressivo; triste e que tem medo de tudo.




5o encontro:  estudos de casos: criança que está apresentando uma vaidade exagerada; que está perguntando sobre a morte; que está tendo dificuldade na adaptação em outra sala e que apresenta um comportamento agitado.





6º encontro: fechamento com levantamento dos assuntos debatidos nos encontros anteriores e dúvidas esclarecidas.