domingo, 7 de julho de 2013

Solidão


O Caderno Especial de Domingo (CED) do Jornal de Itatiba (JI) de hoje conta com uma reportagem da qual participei como psicóloga sobre solidão e gostaria de compartilhar com vocês, pois é um assunto bastante discutido atualmente!













Segue abaixo a íntegra da entrevista na qual foi baseada a reportagem.

1.    Defina brevemente o que é “solidão”. 
R: A solidão pode ser definida como isolamento ou sensação de vazio. Também está relacionada a não interação social e ao sentir-se desacompanhado ou incompreendido.

2.    Estar imerso na internet ou ser rodeado de parentes não muda o quadro epidêmico da solidão. Essa afirmação está correta ou não? Comente o assunto.
R: Está correta, pois muitas vezes a pessoa pode estar rodeada de amigos e parentes, seja no seu “mundo real” ou no seu “mundo virtual”, e, ainda assim, sentir-se só. A solidão é algo interno de cada um.

Exemplo: acompanhei o caso de uma adolescente (A. R. 16 anos) que era considerada “popular”, estava sempre cercada de amigos, inclusive nas redes sociais, porém sentia-se incompreendida, relatava um vazio, uma sensação ruim. Naquele momento, não se identificava com o grupo social a que pertencia.

3.    Uma pesquisa realizada pelo psicólogo americano John T. Cacioppo destaca que a espécie humana evoluiu graças às relações entre os indivíduos e ao apoio mútuo ao longo do tempo. A solidão, portanto, vai ao sentido contrário ao da evolução, certo? Fale sobre esse ponto e a importância das relações humanas.
R: Uma característica importante do ser humano é viver em sociedade e pertencer a grupos. Dessa forma, desde que nascemos, pertencemos a um grupo que é a família e vamos vivenciando diversos outros grupos e tendo diferentes tipos de relações humanas em vários locais como: escola, trabalho, família e amigos. Todas essas experiências e trocas estruturam nossa personalidade e nos fazem interpretar as vivências de uma maneira peculiar.
Se ficarmos sozinhos, isolados, vamos contra o percurso natural do ser humano da interação social.

4.    Pode-se dizer, portanto, que uma sociedade sem troca de afeto não evolui?
R: Sim, já que desde o nosso nascimento precisamos interagir com o outro, dependemos dos nossos pais (ou responsáveis) para os cuidados de alimentação, proteção, além de já aprendemos sobre o afeto e os sentimentos. Com o crescimento, isso não se modifica, mas amplia-se através de amigos, parentes, colegas de escola e de trabalho. As interações e trocas ocorrem o tempo todo e, se elas não existirem, não acontece a evolução do indivíduo e, consequentemente, da sociedade.

5.    Podemos comparar a solidão com a dor ou a fome, como fez Cacioppo? A solidão é como se representasse que algo “no organismo/em nós” não está bem? Comente.
R: Sim, quando alguém se sente sozinho, infeliz, vazio ou incompreendido isso pode significar que seu emocional não está bem. O indivíduo sofre, necessitando de ajuda especializada para sair desse estado negativo e voltar a sentir-se bem.

Exemplo: é comum pacientes procurarem a terapia apresentando uma queixa de solidão e, após algumas sessões, serem identificadas outras questões mais profundas que estavam prejudicando o indivíduo e gerando esse estado solitário.


6.    Quais as consequências para a saúde quando se é “mais solitário”?
R: Segundo estudos citados pelo próprio Cacioppo e por outros pesquisadores, a pessoa “solitária” está propensa a apresentar uma pior qualidade de sono e de alimentação, além de doenças infecciosas e cardiovasculares. Muitas vezes ela tende a ter vícios para suprir esse vazio como drogas, comidas, bebidas, jogos, compras, sexo, dentre outros. Ainda a solidão está atrelada a vários transtornos psicológicos, principalmente ao estresse e a depressão.

Exemplo: observei o caso de um homem (V. P. 32 anos) que apresentava uma queixa de solidão e seu vício era o cigarro. Somente em terapia ele percebeu que o tabagismo era sua válvula de escape e que ele precisava tratar a sua solidão para conseguiu parar de fumar.

7.    Segundo a pesquisa, a solidão afeta também a queda na qualidade de sono e torna a pessoa mais propensa a doenças cardiovasculares e infecciosas. Por que este quadro é apresentado? Há outras doenças que podem ser desencadeadas? Quais? Pode explicar os motivos brevemente também?
R: A pessoa deve ser compreendida em três esferas: corpo, mente e social. Quando uma delas apresenta algum problema isto reflete na outra. Um quadro de desequilíbrio emocional pode gerar consequências físicas por meio de doenças cardiovasculares e infecciosas, além de outras enfermidades como as ginecológicas e as pulmonares. Depende da manifestação do organismo de cada indivíduo.
A solidão está relacionada também aos transtornos depressivos, ansiosos e de estresse.

Exemplo: frequentemente pessoas vão aos médicos especialistas e depois de uma minuciosa avaliação é constatada que a causa da doença apresentada é emocional e deve ser realizado um tratamento psicológico.


8.    Em relação ao estresse: pessoas solitárias são mais estressadas? Explique.
R: Segundo várias pesquisas realizadas, as pessoas solitárias são sim mais estressadas, pois tendem a ser infelizes, além do estresse estar relacionado com a baixa imunidade que resulta em doenças.
A solidão é considerada um fator de risco para a saúde, assim como o tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão, dentre outros.

Exemplo: mulher apontada como “solitária” foi diagnosticada com alto nível de estresse e uma das recomendações propostas foi tentar ter mais relações sociais, pois estas ajudam a diminuir o estresse, já que expressar os sentimentos e compartilhar momentos com pessoas queridas fazem bem ao corpo e a mente.

9.    Em relação às redes sociais, sabe-se que compensar a solidão física com amigos no Facebook não resolve, não é mesmo? O que deve ser feito então?
R: Sim, os amigos virtuais não vão substituir os amigos reais. O mundo “criado” na internet tem características diversas do mundo real, é um reino de faz de conta, cada um se coloca da maneira que gostaria de ser e que nem sempre corresponde a realidade. Além disso, uma diferença fundamental é que no mundo virtual não há o toque, o “olho no olho”, o abraço, o beijo de verdade e esses gestos são insubstituíveis.
O ideal é a pessoa viver mais intensamente o mundo real, se encontrar fisicamente com os amigos e com os familiares de quem gosta, frequentar lugares onde se sente bem e utilizar as redes sociais como mais uma forma de comunicação. São comuns os casos de pessoas que deixam de ir a programas da vida real para ficarem conectados com seus amigos virtuais, algo totalmente desaconselhável.

10.  Como detectar a solidão em uma pessoa? Tem como falar sobre “sintomas”?
R: Geralmente a solidão é identificada pelo depoimento da própria pessoa de estar se sentindo triste, sozinho, vazio, incompreendido ou pelos parentes e amigos que percebem um isolamento ou uma não interação social.
Às vezes, outros profissionais da saúde identificam as características e encaminham o indivíduo solitário.
Em adolescentes, é comum os professores identificarem a solidão no aluno pelo seu comportamento em sala de aula e com os colegas.

11.  Ficar “com si mesma” pode ser uma opção? Por que há pessoas que fazem esta escolha?
R: Sim, é normal e até importante a pessoa ter um tempo somente para ela, ficar sozinha, ter o seu momento de reflexão, de ordenar os seus pensamentos e idéias, o problema é quando isso passa a ser constante e gera um sentimento ruim, de vazio.
Existem pessoas que gostam de sempre estar em companhias de outras, não tem o desejo de morarem sozinhas e não tem a necessidade de estarem sós. Já outras têm características pessoais de introspecção e gostam de ter um espaço só delas com maior liberdade, independência e controle próprio. Nesse ponto, não existe certo ou errado, são somente escolhas diferentes que devem ser respeitadas.

12.  Em algum momento esta solidão pode ser positiva? Comente.
R: Sim, uma solidão momentânea pode ser positiva, é o “ficar sozinho” para refletir, se autocompreender, realizar atividades de que gosta na hora que quiser e “se curtir”.
O problema é a duração e o sentimento que essa solidão causa, o que não pode acontecer é esse comportamento gerar um sofrimento, prejudicando o bem estar da pessoa.

13.  Na sua opinião, você acredita que hoje o “mundo” cobra muito que as pessoas estejam sempre ampliando suas relações (amizade, namoro, família...) e não sejam “solitárias”? Fale sobre.
R: Sim, vivemos em um mundo em que estamos sempre conectados e nos comunicando com alguém, então existe uma cobrança para que se tenha cada vez mais amigos, relacionamentos sérios, para que se constitua uma família. Pessoas que optam por não ter um relacionamento estável, por exemplo, muitas vezes são criticadas e cobradas.

Exemplo: Atendi uma paciente (J. M. 36 anos) e um dos pontos de sua terapia era que ela não queria participar das redes sociais e os amigos e familiares a criticavam e até a excluíam das conversas por ela não ter um perfil e não ter amigos no mundo virtual, apenas no real.

14.  Qual alerta você deixa sobre o assunto.
R: A nossa sociedade está cada vez mais dinâmica, diminuindo as fronteiras geográficas, expandindo os modos de comunicação e aperfeiçoando o “mundo virtual”.
Diante disto, o equilíbrio é a melhor opção. É importante termos momentos sozinhos, de reflexão, porém as relações humanas são fundamentais. As redes sociais podem ser utilizadas como forma de estreitar as amizades, entretanto não substituem os relacionamentos da vida real.
Se a pessoa estiver sentindo certa solidão, um sentimento ruim e isso esteja atrapalhando a sua vida, vale a pena procurar um psicólogo para uma avaliação e para ajudá-la no processo de autoconhecimento. Definitivamente, ninguém nasceu para ficar isolado de qualquer grupo social ou para permanecer o tempo todo sozinho, sem pessoas queridas por perto e sem trocas de afeto.


Exemplos de casos:

-          “Solitária”: N. S, 39 anos: mulher independente, fotógrafa, morava sozinha, gostava de viajar, não tinha relacionamentos sérios e até o atual momento não sentia falta de nada. Não tinha planos de ter filhos e queria conhecer vários países. Procurou a terapia de tanto que a família a criticava por seu estilo de vida e descobriu que era feliz assim e que não precisava satisfazer os anseios alheios.



-          “Solitário”: G. O, 24 anos: homem, administrador, morava com os pais, não estava trabalhando e tinha terminado a faculdade. Apesar de ter alguns amigos, não se sentia a vontade com eles, então recusava os convites sociais. Somente ficava no quarto, não participava das reuniões familiares, sentia-se angustiado, incompreendido, deslocado do mundo e queria encontrar pessoas com quem se identificasse. O tempo todo ficava sozinho e evitava qualquer tipo de interação social. Foi encaminhado para a psicoterapia e foi identificado um quadro de solidão que estava o prejudicando.

domingo, 2 de junho de 2013

Educação Infantil

Esse é um post relacionado à minha profissão e área de grande interesse: a Psicologia. Lembro que todos estão convidados a deixar suas impressões, sejam professores, educadores, psicólogos, pais e interessados no estudo do universo infantil.

Nas últimas semanas, tive contato com bastante material relacionado ao desenvolvimento infantil. Voltei a ler alguns textos que circulam pela internet  sobre a diferença de tratamento do TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) entre americanos e franceses; recebi por e-mail e li no facebook um outro texto sobre como os jovens atuais não se importam com o esforço, mas apenas com o talento; uma amiga compartilhou um artigo no qual indicava-se como conversar com meninas o que me remeteu a um livro que tenho sobre como falar de modo certo com as crianças ("Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar"- Adele Faber e Elaine Mazlish).

Além disso tudo, estive no 2o. Fórum Conhecer e Refletir: Infância e Adolescência, promovido pela Sibes (http://www.sibesitatiba.org) onde assisti a uma palestra de Marcos Meier (professor de matemática, educador e psicólogo: http://marcosmeier.com.br) em que ele também mencionava os limites, sentimentos e valores na infância e adolescência. 

Refletindo ante todas essas informações e, já consciente da falta de orientação aos pais e educadores, notei que tudo se entrelaçava-se em uma mesma pergunta: qual é a melhor maneira de se educar uma criança? 




Tendo em vista o elevado nível de acesso a informações a que temos hoje,  a noção de que agressões físicas, gritos, puxões, palmadinhas e chantagens não surtem efeitos adequados na educação e não devem ser utilizados vem sendo incorporada e digerida. Falta, no entanto, uma orientação sobre o que fazer e como agir para substituir o comportamento anterior dos pais e educadores.

O fato é que criança precisa de conversa, disciplina, amor, afeto, respeito, atenção e  autonomia. Sugiro sempre o uso dos cantinhos do pensamento para as horas em que seja necessária reflexão sobre o mau comportamento e ressalto que o relacionamento deve estar livre de mentiras. Fale a verdade e veja nas frustrações, tristezas  e perdas momentos para crescimento dos pequenos. Alguns exemplos:

- Supondo a morte do bichinho de estimação de seu filho/neto/aluno, você conta a verdade a ele, substitui por outro ou inventa uma história mirabolante?
O ideal é que a idade dessa criança e a compreensão de morte que ela tem sejam respeitadas, porém sem faltar com a verdade. Ela vai ficar triste e, provavelmente algumas lágrimas cairão. Esse é o momento onde você deve acolhê-la e abraçá-la de forma que assim proporcionará que ela aprenda a lidar com os seus sentimentos.

- O brinquedo preferido do seu filho/sobrinho/neto/aluno se quebrou sem que ele saiba.  Por mais que você ache que estará poupando-o do sofrimento se comprar outro e o substituir, é importante que ele tenha essa experiência, de modo que o ideal é explicar-lhe o que aconteceu e juntos decidirem o que fazer.

- Um adolescente o pergunta sobre as drogas. Não demonize e diga que, embora aquilo provoque sensações "boas" as conseqüencias são sérias e ruins. Seja sincero, calmo e oriente. O importante é explicar de forma clara e precisa, sem acusações e agressividade.

Outro aspecto importante é que a criança tenha um prolongamento do prazer, ou seja, que não seja tudo imediato e mágico. Ela deve aprender a esperar e ver o esforço que as pessoas fazem para que as coisas aconteçam, mesmo no simples exemplo do preparo de um prato de comida.


Outra dica é nunca criticar o indivíduo, mas o seu comportamento incorreto (isso vale também para o adulto). Se a criança deixou a sala bagunçada, fale calma porém firmemente que a sala está desorganizada. Quando ela arrumá-la, reforce positivamente com elogios sobre seu esforço. Nunca diga que ela é algo negativo, pois isso não é fácil de se alterar.

Evite elogiar características que não sejam relacionadas ao esforço em situações do tipo: "Que inteligente, por isso foi bem na prova!" Ao invés disso, diga: "Parabéns pelos estudos, por seu empenho nas lições e pela sua organização. Por isso tem ido bem nas provas!" Dessa forma, ele continuará se esforçando para tirar boas notas. 
No quesito aparência, elogios do tipo "como você é linda, arrumada, magra" podem incentivar o culto a beleza, então que tal perguntar sobre um assunto menos "fútil" e que faça a criança/adolescente pensar como por exemplo questionando-a e interessando-se sobre seu livro/filme preferido ou algum tema de interesse comum?

Respeite as regras acordadas com a criança e não rompa combinados nem ceda a birras. As birras só aumentam porque estão sendo reforçadas se a criança atinge o seu objetivo (seja ele qual for) através delas.

Nunca se esqueça de sempre abaixar-se e olhar nos olhos da criança ao conversar com ela. Incentive-a a ler, utilize jogos educativos e que demandem o uso da criatividade. Ouçam músicas, toquem instrumentos, pintem, pratiquem esportes, permita jogos eletrônicos com critérios. Tablets, desenhos na televisão e video games também são importantes no desenvolvimento infantil e até mesmo na socialização dos pequenos. 

Equilíbrio é uma palavra chave em todas as etapas da vida, especialmente nessa fase de crescimento. A participação dos responsáveis (pais, tios, avós, padrinhos) nesse processo é super importante, em conjunto com a escola e com toda a sociedade.

Não há uma cartilha de educação, nem receita mágica generalizada. Cada um é apenas um assim como cada família possui os seus valores e cada escola tem o seu método de ensino. O comum é que todos desejam filhos/alunos/cidadãos esforçados, responsáveis, educados, solidários e que lutem e realizem os próprios sonhos. Dessa forma, tente colocar em prática essas pequenas dicas e seja exemplo. O trabalho é duro, mas toda a dedicação valerá a pena.

Para finalizar, deixo um video para reflexão.




terça-feira, 21 de maio de 2013

Grécia: Atenas e suas ilhas

Eu sempre quis conhecer a Grécia. Tem toda a história envolvida no país, o começo da democracia, leis, direito, mitologia e também as maravilhosas ilhas com aqueles cenários paradisíacos nas fotos e nossa lua de mel foi a oportunidade perfeita!

Chegamos ao aeroporto perto de Atenas (28/04) e fomos para um hotel em Pireus (Piraeus), bairro próximo ao porto, pois no outro dia embarcávamos às 11 horas para o cruzeiro.

Fomos jantar na região e adoramos, restaurantes ao ar livre de frente para o porto, fofos. Em nossa primeira refeição no país, já percebíamos a simpatia do povo grego, especialmente quando nos revelávamos brasileiros.

Acordamos ainda meio perdidos com o fuso de 6 horas a mais e partimos para o porto, de maneira que em 5 minutos estávamos lá.
O passeio escolhido foi um mini cruzeiro de 5 dias (4 noites): Orient Queen – Louis Cruises – Joias do Egeu. (29/04-03/05)

Segunda
Atenas (Pireus), Grécia


Segunda
Mykonos, Grécia 


Terça
Kusadasi (Éfesos), Turquia


Terça
Patmos, Grécia 


Quarta
Rodes, Grécia


Quinta
Heraklion (Creta), Grécia


Quinta
Santorini, Grécia 


Sexta
Atenas (Pireus), Grécia


1a parada: Mykonos ou Míkonos: uma das ilhas mais procuradas pelas praias e agitação noturna. 
Chegamos e encontramos uma vila cicládica (ruelas com casas brancas em formato de cubos, além dos clássicos moinhos). Ficamos no centro, tiramos fotos e jantamos em um restaurante ao ar livre vendo o pôr do dol, sensacional!



2a parada:  Kusadasi: a única ilha que pertencia a Turquia. Famosa (mostrada até mesmo em Salve Jorge) pelas praias e pela antiga cidade de Éfeso cujas ruínas estão super bem conservadas. Um outro destaque ali é a Casa da Virgem Maria e as Antigas Vilas Romanas: um banho de história a céu aberto!


3a parada: Pátmos: a ilha é conhecida como a "Jerusalém do Mar Egeu" e os pontos em destaques são: Mosteiro de São João e a gruta dos Apocalipses. Alí passeamos um pouco pelo centro e jantamos com calma.


4a parada: Rhodes ou Rodes: Uma ilha surpreendente! Passamos o dia desfrutando de suas lindas praias, lojas, restaurantes e muita história. Há a Rodes Antiga e a Nova Rodes com museus, igrejas e palácios. Também fomos até uma cidade também na costa chamada Líndos e pudermos ver também sua Acrópole. Fizemos grande parte do passeio com um taxista/guia muito bom.


5a parada: Creta: uma das maiores ilhas, localizada bem ao sul, apresenta mares com um azul brilhante. Ficamos em Heraklion (Irákleio) a capital da ilha, com suas fortalezas, fontes, museus e o famoso palácio de Cnossos (Knossos) com suas antigas ruínas da 1a civilização européia.


6a parada: Santorini: a famosa ilha vulcânica ficou como nosso último destino e possui definitivamente paisagens incríveis. Visitamos Firá e Oía onde passeamos pelas lojinhas, comemos, andamos de scooter pelas praias e vimos o pôr do sol. Super gostoso.



Após esses dias navegamos e passeando pelas ilhas, chegamos em Atenas.

Nossas impressões do navio foram de que era muito bom, porém um pouco abaixo do grupo Costa, campainha já conhecida em outra viagem. Comida saborosa, porém sem tantas opções de entretenimento, contando apenas com  as atividades da equipe de recreação, cassino e os shows (de gosto duvidoso!rs) à noite.
A noite de gala com o comandante contou com inúmeros passageiros de jeans e camiseta, sendo raros os de terno ou vestido longo. 
Nossa cabine era muito espaçosa e confortável com banheiro grande e bem equipado, closet, salinha com mesa e quarto, sendo tudo bem distribuído.
Não sofremos nenhum desconforto com relação ao movimento do navio que era mínimo.

Ilhas gregas: não ficávamos muito tempo em cada uma delas de forma que era suficiente apenas para um passeio rápido e algumas compras. Os que gostam de aproveitar mais cada ilha devem procurar passar ao menos uma noite ali.
A época (Maio) em que fomos foi excelente, pegamos dias ensolarados, mas nada de calor insuportável e lotação. 

Atenas: tínhamos uma enorme expectativa pela cidade e os reflexos da crise são mais visíveis ali do que nas ilhas. O centro tem um aspecto mais pobre, com pichações, mas existem muitos lugares encantadores além do fato da Acrópole te acompanhar pela cidade. Visitamos os seguintes pontos: Acrópole (Partenon, Pórtico das Cariátides, Templo de Atena, Teatro de Dioniso e Herodes), Ágora Antiga, Templo de Zeus, Arco de Adriano, Parlamento, Museu Arqueológico Nacional, Museu da Acrópole (muito legal, principalmente o vídeo que conta sua história), Jardins Nacionais, Mercado Central, o estádio olímpico Panathinaiko (um dos meus passeios preferidos - vale a pena pegar o áudio guia em português!), igrejas e muito mais!
Duas dicas são o shopping Athens Metro Mall e os bairros Plaka (uma graça com os cafés, restaurantes e lojinhas), Kolonaki (lojas chiques) e Gazi (cult, com bares e jovens).



Alemanha: Frankfurt, Mainz e Heidelberg

Depois de dias ensolarados maravilhosos na Grécia, chegamos na Alemanha, em Frankfurt, com uma temperatura mais amena e um povo mais frio.
Nossa base foi Frankfurt, a cidade conhecida como "Mainhattan", pois além de estar a beira do Rio Main (Meno) é parecida com grandes cidades como NY e São Paulo e não se parece com as bucólicas cidades alemãs. Porém além dos seus arranhas céus, bolsa de valores, bancos, lojas comerciais e shoppings, encontramos muitos museus, mais de 30 (da comunicação, do filme, da arquitetura, de história natural, do Goethe, aliás esse último é muito legal, principalmente porque tem-se acesso à casa em que o escritor morou). Também visitamos o estádio de futebol do time da cidade (Eintracht Frankfurt).

Os passeios mais tradicionais que fizemos e são apontados pelos alemães: percorrer a pé o centro da cidade visitando catedrais, visualizando prédios antigos em detrimento do clássico, com parada obrigatória para tomar um café na fofa praça Römer (Römerberg) e passear às margens do rio Meno.
Impressões: apesar de haver um certo preconceito com a cidade por não ser muito turística, vale a visita sim!








Existem vários passeios que podem ser feitos perto de Frankfurt, optamos por conhecer Mainz e Heidelberg,



Mainz é uma cidade universitária a beira do Rio Reno e é conhecida como a rainha do vinho alemão e por ser a cidade onde nasceu Gutenberg. 
Há barcos, praças, catedrais de diversos estilos, um castelo, museus... Uma graça, porém pequena. Meio dia é suficiente para conhecê-la bem. Fizemos um percurso com o trem de turismo local (Gutenberg-Express).





Heidelberg também é uma cidade universitária, com a universidade mais antiga da Alemanha, além de ter o famoso castelo de Heidelberg (lindo mesmo!). Parece que o tempo voltou e você está na época medieval. Dentro do castelo existe o maior barril de vinho do mundo. As paisagens são encantadoras com lojinhas, restaurantes e cafés completando o cenário.


Um ponto importante é a ponte Carl Theodor Brücke 
sobre o Rio Neckar, não se esquecendo de tirar foto com a estátua do macaco 
Brückenaffee.

Minha cidade predileta da Alemanha :-)



Dicas: Consultamos 2 blogs que nos auxiliaram na decisão de quais cidades visitaríamos perto de Frankfurt:
http://www.euseionde.com/2013/01/10-coisas-para-se-fazer-em-mainz-na.html
http://www.alemanhaporquenao.com/2012/05/base-em-frankfurt-10-bate-e-voltas.html

Informações gerais da lua de mel: Grécia e Alemanha

Já descrevi cada país que visitamos na lua de mel, agora vou falar um pouco das informações gerais dos lugares onde passamos:

- Povo: O povo grego é muito receptivo, atencioso e comunicativo. Ao mesmo tempo eles respeitam o seu espaço, não ficam insistindo para compras.

O povo alemão é mais frio, objetivo e direto. Alguns são simpáticos, principalmente se você fala alemão, porém não tivemos muitas demonstrações de afetividade! rs

- Clima: Estivemos por lá no começo de Maio e o clima estava muito bom: Na Grécia a temperatura foi agradável (20 a 30°C) sem chuva nos dias que estivemos em Atenas ou nas ilhas às vezes com um vento mais frio. Já na Alemanha o tempo estava bom para passear (10 a 20°C), porém pegamos algumas garoas e trovoadas em alguns dias.

O mais incrível eram os dias escurecendo às 19h30 na Grécia e às 20h30 na Alemanha.

- Hotéis: ficamos nos seguintes hotéis: Hotel Phidias (Piraeus), Hotel Melia Athens e Hotel NH Frankfurt Niederrad.
O hotel Phidias Hotel era mais simples, porém limpo, com wireless inclusive nos quartos e tinha trasporte de graça para o porto, ideal para quem vai fazer algum cruzeiro ou utilizar algum serviço por lá.
O Melia Athens foi um ótimo custo-benefício, 5 estrelas, com bar no deck com piscina e vista para a Acrópole. Apesar do metrô estar a apenas 2 quadras de distancia e táxis sempre disponíveis, o bairro não se apresentou muito bonito, com características de um centro mais decadente. Havia wi-fi grátis em áreas comuns.
NH Frankfurt Niederrad foi bom, confortável, com uma estação de trem a apenas 10-15 minutos de caminhada. Porém se localiza em um bairro mais comercial. Também disponibilizava wi-fi grátis no lobby. 
Não optamos por café da manhã em nenhum deles.

- Meios de Transporte: Os dois países apresentam transportes excelentes. Uma curiosidade é que não há praticamente controle dos tickets nos trens, ônibus e metrôs. Em todo caso, insistem que a multa é alta se abordado sem eles.
Na Grécia, se anda de burros em algumas ilhas e vários turistas se arriscam neles. Na Alemanha, a bicicleta é um dos meios de transportes mais utilizados, sendo possível alugá-las tranquilamente.
Para quem quiser ter uma visão geral da cidade, os ônibus de turismo podem ser uma boa pedida.


- Alimentação: Experimentamos muita coisa. As cervejas ficaram a cargo do Felipe, é claro. As gregas como Mytos, Alfa e Fix foram aprovadas por ele assim como as diversas alemãs. A única observação é que elas são mais quentinhas do que as geladas brasileiras.



A comida grega é bem parecida com a nossa: carne (eles não utilizam muito a de vaca, mas sim carneiro e cabra), arroz, batata, verdura, legumes, crepes e massas. O "gyros" (churrasco grego) também é super famoso, assim como moussaka (lasanha de berinjela) e a salada grega. Tudo regado a muito azeite de oliva.
Os sorvetes são cremosos e muito gostosos, assim como doces típicos como o baklava. Eles utilizam muito mel, nozes e iogurte.
O café grego não é coado, o que o torna digamos, diferente; experimente.


Já na Alemanha, a carne de porco é soberana, assim como os muitos tipos de salsichas. Eles também comem muito repolho, batata e aspargo. 


Os pães são infinitos e deliciosos, bem como os doces, por exemplo o famoso Apfelstrudel.


Como o clima já estava agradável, a maioria dos restaurantes se encontrava com mesas ao ar livre, algo que aproveitamos bastante.


- Serviços em geral: Nos dois países, não se usa muito o cartão de crédito, então se prepare para andar com euros e eles não se importam em trocar notas de alto valor. Todas as coisas na Grécia foram mais baratas do que na Alemanha, mesmo assim o euro não nos ajuda muito!rs


- Compras: Existem infinitas lojas, shoppings, restaurantes, supermercados e cafés nos dois países com marcas globais e locais. Na Grécia ainda há muita coisa artesanal.

Sentimos falta de mais lembrancinhas nos lugares turísticos.

Curiosidades: 
-Estivemos em Atenas bem no feriado de Páscoa (eles seguem o calendário juliano em detrimento do nosso gregoriano - os habitantes do país são cristãos ortodoxos) e por isso presenciamos procissões e outras festividades, entretanto muita coisa estava fechada.
-Nos dois países se fuma demais, inclusive nos restaurantes. O melhor é se atentar aos arredores ao escolher uma mesa.
-Em nossa viagem não faltaram encontros casuais ou não com itatibenses!


Dicas: São 2 países que valem, definitivamente, a visita. Um roteiro interessante seria desbravar somente a Alemanha conhecendo outras regiões e cidades como Munique e Berlim. Se você se interessa pela Grécia, reflita se não vale a pena ir pela Turquia, acho que essa dobradinha daria muito certo!

Com o inglês você se vira perfeitamente, não tivemos nenhum problema. Fizemos todos os passeios por nossa conta.

A agência First Class (http://www.firstclassviagens.com.br), da querida Fernanda, foi quem nos ajudou nas reservas dos hotéis e passagens.

Para finalizar o post, gostaríamos de agradecer a todos que nos presentearam com passeios da lua de mel, aproveitamos esses momentos com muito carinho. Valeu pessoal! :-)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Colação de Grau de Psicologia

Ontem foi uma noite muito especial, familiares e amigos me prestigiaram na conclusão de mais um ciclo da minha vida :-)

Esses anos cursando Psicologia foram emocionantes, conheci pessoas incríveis e aprendi muito em todos os sentidos.

Nos poucos minutos que eu tive para discursar, tentei homenagear formandos, professores e funcionários da USF-Itatiba que ficarão para sempre na minha memória:


"Boa noite prezados componentes da mesa, colegas, amigos e familiares aqui presentes!

Para mim é uma honra representar os formandos de Psicologia com os quais passei momentos inesquecíveis:

Quem não se lembra dos temidos 3 Cs? A Fisio e Neuro da Celena, a Estatística da Claudete e a Psicanálise da Claudia?
Dos primeiros estágios e tantos outros que se seguiram?  Do interminável 8º semestre?
Da 1ª vez que entramos na clínica escola?
E da escolha da abordagem (psicanálise, humanista ou cognitivo-comportamental?

Sem contar as aulas de sexta-feira à noite e sábado de manhã, né noturno? E as segundas-feiras começando 7h30 da manhã e as aulas que terminavam a 1h da tarde hein matutino?


O TCC, relatórios, trabalhos, pesquisas, provas, palestras, ENADE, planos de estudo, confraternizações, churrascos, amigos secretos, dupla ou tripla jornada...tudo isso agora é passado!

Eu já tenho saudades de várias atividades e todos estarão em minha lembrança afinal, tendo frequentado 10 turmas diferentes, fiz matérias com cada um de vocês!

Sobre a sala da manhã infelizmente essa foi a última do período. Tenho certeza que todos vão se lembrar da Alexandra e suas opiniões, da dupla estudiosa Patricia e Vanessa, do quarteto de amigas Ivani, Paula, Andréa e Veronica e da Vanessa. Do pessoal que se mudou para a noite: Claudia, Ana, Flávia, da querida Mari, do Luis, do Haron e do casal inseparável Diego e Thabata. Ah, tem a famosa Edna!


A turma da noite também não se esquecerá das amigas fofas Denise, Jéssica, Marielli e Thaline. Da Bruna e Cristina. Da Gaby, Fran, Lais, Debora, Priscila e Leide. Do São Paulino William, do André e das Camilas e Jéssika.
Tem ainda o Jailson também conhecido como Marcos ou Jamil. As queridas Cris, Cá e Rô. A meiga Marcela. A Erika, Pamela, Amanda, Aline, 
Luiz, Adriano, Jefferson, Leandro e Ivania. As Jéssicas Russo e Pereira...e as meninas que se tornaram mamães nesse período: Jú, Glaucia, Cidinha, Izis, Jamily e logo chegará a 1ª menininha, da Camila. Enfim, cada um aqui representa a turma de formandos da Psicologia 2012!

Para mim é estranho pensar que há 10 anos eu estava exatamente nesse mesmo local, exercendo essa mesma função, mas no 3º colegial e tinha convicção que meu futuro estaria no direito. Porém assim como eu, outros estão terminando a sua 2ª faculdade, alguns retomaram suas vidas profissionais depois de anos e tem os que terminaram o colegial 5 anos atrás.


Diante disso, esse diploma tem um significado diferente para cada um, mas independentemente da área de atuação, passamos de alunos de psicologia para psicólogos hoje, lidaremos com os processos mentais e com o comportamento humano, elementos extremamente importantes e significativos.

Enfim, queridos, espero que a nossa carreira profissional continue com muita dedicação, estudo, ética, humildade, respeito, empatia, responsabilidade e amor.

Para finalizar, gostaria de agradecer aos nossos pais, namorados, demais familiares e amigos que nos apoiaram nesses 5 anos, entenderam as ausências, ansiedades e estresses, contribuindo com essa conquista.

Também nosso muito obrigado àqueles que nos ensinaram muito mais que o conteúdo acadêmico, que foram nossos exemplos de postura profissional e pessoal, nos transmitindo suas experiências e nos apoiando sempre.


Independentemente do método de cada professor, apesar de sabermos que reforço positivo funciona melhor do que punição, tenho certeza que cada um fez o seu máximo. Serão inesquecíveis os monstros e a delicadeza da Cassinha, a incentivadora Silvia e seus mil textos e pôsteres, a empática Adriana, o dedicado Rodolfo, a disciplinada Fernanda, a exigente Keli, a séria Claudia, as aulas de saúde da Mirna, a visão da pessoa com deficiência da Ana, a Lucicleide, a Ana Paula, a Katia, o Tozinho, as Elianes, a Fabiola, a Evelyn, o Tiago, o Carlos, a Ana Elisa, a Maria, o Makilim, o Ricardo, o Ari, o Capitão, a Anália...e muitos outros!

Ainda gostaria de agradecer a todos os funcionários da faculdade, os da secretaria, coordenação, cantina, xerox, biblioteca, limpeza, segurança e clínica (principalmente a Taissa).


Bom, meu tempo já se esgotou então termino por aqui citando nosso conhecido Jung:
"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"

Obrigada e Parabéns pela conquista!"

Esse é o vídeo do meu discurso: