quinta-feira, 30 de julho de 2015

Europa Central

Nas férias de julho, decidimos conhecer a Europa Central (passamos por Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria e Republica Tcheca) e foi uma viagem sensacional! O roteiro foi o seguinte:

- Munique: é a 3a maior cidade da Alemanha (mas parece uma pequena cidade típica) e muita gente vai lá na Oktoberfest. Visitamos a Marienplatz e conhecemos os principais pontos turísticos da cidade como: a torre do relógio (onde todo dia tem apresentação dos bonequinhos com música, mas sinceramente não é muito empolgante), a prefeitura, várias igrejas (tem-se ótimas vistas subindo nas torres) e mercados...também fomos fazer um tour no estádio do Bayern de Munique, o A
llianz Arena, visitamos o parque olímpico, o jardim inglês e o museu da BMW.
A dica no verão para quem gosta de cerveja é aproveitar os Biergartens.
Além disso, é necessário conhecer a cervejaria mais famosa do mundo: Hofbräuhaus.




- Perto dali fomos visitar o famoso castelo Neuschwanstein (que dizem que inspirou o Walt Disney) com um carro que alugamos e ele é realmente lindo!



- Berchtesgadener: é uma cidadezinha alemã que fica na região dos Alpes Bávaros onde o Felipe ficou um mês estudando em um intercambio do Porto Seguro quando tinha 14 anos, então decidimos passar por ela para ele relembrar os velhos tempos;-)
A cidade tem várias atrações turísticas: lagos, montanhas (inclusive a que obrigou o famoso ninho da águia dos nazistas), minas de sal, dentre outras.



PS: Uma amiga (Patricia) me indicou para seguir de Munique a Salzburg o caminho do Bodensee!

- Salzburg: é uma graça e toda essa cidade austríaca gira em torno de Mozart. Tem museus, estátuas e músicos para todo lado. Ela é dividida em cidade nova e velha. Na parte antiga é que tem a maioria das atrações turísticas, porém a nova é muito bonita também.



- Viena: a capital da Áustria é linda, com muitos palácios, catedrais, museus e outros prédios antigos super conservados dando a sensação de que estamos no passado, tudo com muita história e beleza, principalmente da Imperatriz Sissi, além da musicalidade de Mozart que também está presente. Um destaque foi o museu e casa do Freud, apesar de não seguir a abordagem dele, é incrível ver de perto tudo do pai da psicanálise.
O zoo e o parque de diversão agradam bastante as crianças.




- Bratislava: a capital da eslováquia é interessante, começamos pela parte velha da cidade com as estátuas escondidas dos ilustres moradores. E como toda cidade européia tem igrejas, palácio e castelo bonitos e conservados. Na parte nova, tem a ponte moderna e uma torre com um restaurante giratório e um observatório!




- Budapeste: a capital da Hungria é surpreendente, marcada por um povo que sofreu com as guerras e com o comunismo. A cidade é dividida pelo Rio Danúbio (fizemos um passeio nele bem legal) em: Buda (o lado mais histórico, onde tem o esplendido castelo ou palácio real com excelentes vistas e outros pontos turísticos como a Igreja de Mathias) e Peste (o lado moderno com lojas, mercado central, onde está também o famoso Parlamento, a praça dos heróis, jardins, os banhos termais, piscinas públicas e spas e a Opera Nacional). Outro passeio interessante e impactante é o bairro judeu e ver o memorial "sapatos às margens do Danúbio".
Também recomendo conhecer algum dos vários charmosos e tradicionais cafés existentes.


- Praga: a capital da República Tcheca é vibrante, cosmopolita e muito bonita. Muitos a comparam à Paris. Na parte antiga da cidade estão várias atrações turísticas como a praça da cidade velha com a torre astronômica onde de hora em hora os apóstolos se movimentam no relógio, além de muitas igrejas onde é possível subir nas torres. Um passeio muito legal é atravessar a ponte Carlos (ou Charles Bridge) e ir para o Castelo. Também por lá tem o bairro judeu, o museu do Franz Kafka e o Lennon wall (muro grafitado). Para quem é católico tem o famoso menino jesus de Praga na igreja da Nossa Senhora Vitoriosa.
Na parte nova da cidade tem a praça Wenceslau, um boulevard muito legal e outros prédios modernos, além de museus, da casa dançante e do teatro nacional.

Em uma das noites, assistimos um ótimo concerto.


- Dresden: voltamos para a Alemanha com a parada na fofa cidade que é conhecida como a Florença do Leste, com muita arte barroca, castelos, igrejas, palácios e museus. A cidade foi totalmente destruída no maior bombardeio da 2a Guerra :-(


-Berlim: a capital da Alemanha é surpreendente, com cicatrizes históricas, porém multicultural e cosmopolita, bem diferente das cidades típicas alemãs. É muito triste ver de perto a divisão do muro, as marcas do holocausto, da guerra e tudo que a população da cidade já viveu. Tem muitos pontos turísticos típicos como igrejas, palácios, parlamentos, mercados e museus (principalmente na ilha dos museus), mas também outros em destaques como: Alexanderplatz, Memorial do Holocausto, Portão de Brandenburgo e Checkpoint Charles. Sem contar tudo sobre o muro do Berlim.
O Madame Tussauds de lá é muito bom, tem a Anne Frank, o Freud, o muro, dentre outras peculiaridades.






Já havia conhecido outras regiões da Alemanha em uma viagem em 2013 e é bem diferente:
http://cadernoderascunhodigital.blogspot.com.br/2013/05/alemanha-frankfurt-mainz-e-heidelberg.html

Informações gerais: 
- Fizemos os percursos entre as cidades em um carro que alugamos no último dia de Munique, mas dentro das cidades andamos muito a pé, de bike, de transportes públicos ou até aqueles ônibus de turismos (hop on hop off).
- Ficamos em hotéis e apartamentos ótimos e bem localizados.
- Usa-se o euro na Alemanha e na Áustria e por isso as coisas nestes dois países são mais caras, nos demais trocamos um pouco da moeda local nas casas de câmbio.
- Não tivemos grandes problemas com os idiomas apesar de alguns serem impossíveis. Mas um básico de inglês todos os países falam e sempre tem mímicas para ajudar!rs  O Felipe fala o alemão e todo mundo o inglês e foi tranquilo!
- Sempre vale a pena experimentar comidas típicas (alguns exemplos: schnitzel, goulash com muita páprica, batatas e salsichas, strudel, chimney cake), principalmente as de rua e comprar algum suvenir.
- Um dos programas vantajosos no verão é ver o pôr-do-sol sobre os famosos rios que cortam as cidades.
- As pessoinhas dos semáforos nestes países são demais, super representativas e igualitárias ;-)
- A preferência pelas cidades ficou muito dividida pelos viajantes, alguns se encantaram por Viena, outros gostaram mais de Budapeste e ainda tiveram os encantados por Praga.
- Com exceção de Munique e Berlim que tiveram temperaturas mais amenas, pegamos um calor descomunal nas outras cidades, literalmente verão de 40 C!





PS: Ficamos felizes de mais uma vez contribuir para que um exemplar do livro do vô do Felipe "O tear e a cidade" fique pelo mundo, o deixamos nas bibliotecas nacionais de Budapeste e Praga :-)



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Palestra: Limites

Ministrei uma palestra, na escola Municipal Eliana Peluso, em Bragança Paulista, sobre limites:








Foram abordadas diversas questões do desenvolvimento infantil como: os principais "erros"cometidos pelos pais; orientações sobre assuntos "embaraçosos"; birras; a importância de uma boa relação entre pais, filhos e escola; psicologia positiva,  vínculo, afeto, dentre outras.










Já havia feito outras palestras com o mesmo tema, para saber mais é só clicar nos links ;-):
http://cadernoderascunhodigital.blogspot.com.br/2014/09/palestra-sobre-limites.html




Adorei a recepção :-)


terça-feira, 21 de abril de 2015

Revista de Educação de Morungaba - edição especial 2015

Entrevista que dei para a Revista de Educação de Morungaba:



1.       Qual é a importância da parceria entre a Família e a Escola para o incentivo dos alunos a participarem de momentos como estes (olimpíadas)?
R: É muito importante que a família e a escola se unam e incentivem as crianças na participação de eventos como as olimpíadas.
A família deve sempre apoiar e presenciar as atividades que a escola propõe para que os alunos se motivem ainda mais a participarem delas. Assim como a escola tem que divulgar e incentivar intensamente atividades culturais e esportivas, pois constituem uma experiência positiva para todos em vários aspectos (principalmente intelectuais e sociais).

2.       E como a família e a escola podem se unir para valorizar a dedicação dos alunos durante as olimpíadas, independente do resultado?
R: A família e a escola devem apoiar incondicionalmente o estudante nas olimpíadas, ou seja, práticas adequadas e conjuntas em casa e na escola ajudarão na participação da competição.
Elas devem juntas mostrar que o mais importante não é a vitória e sim a dedicação, a disciplina e os estudos que levarão, consequentemente, a um resultado positivo.
É aconselhável que a escola e a família tomem cuidado com as pressões excessivas que podem prejudicar o desempenho do participante. Perder faz parte da vida (assim como ganhar) e é uma lição para os alunos, que necessitam aprender a lidar com frustrações.
Além disso, deve-se, após a participação, reconhecer o esforço, parabenizar o competidor e fazer uma análise para se aprender com os erros e melhorar o desempenho em uma próxima vez.

3.       Como a escola pode estabelecer uma parceria com a família em prol do aprendizado da criança? Existem outras formas além do incentivo pela participação em momentos como as olimpíadas em questão? Poderia comentar?
R: A parceria escola e família é imprescindível para um bom desempenho escolar da criança. Elas devem formar uma equipe. Dessa forma, ambas devem estar abertas e interessadas para estabelecer uma relação próxima e sincera. Cada uma se colocando no lugar da outra para tentar compreender os problemas e desafios enfrentados.
Elas são instituições diferentes, com funções diversas (a escola foca mais no conhecimento cientifico e na formação educacional enquanto a família transmite valores, exemplos e crenças, sendo o foco a educação básica), porém com um objetivo comum (preparar as crianças e os adolescentes para a inserção na sociedade) e por isso os processos de desenvolvimento e aprendizagens devem ocorrer de forma integral e coordenada.
Existem várias formas desse incentivo acontecer, além das competições como as olimpíadas, que são:  Do lado da família: respeitar as regras da escola, acompanhar a vida escolar do filho, ver lições, incentivar a leitura, perguntar sobre as aulas, professores, atividades e comparecer as reuniões e eventos na escola. Do lado da escola: cumprir a proposta pedagógica, abrir a porta da instituição aos pais dos alunos, marcar reuniões periódicas, palestras e eventos que estreitem o relacionamento com a família e com toda a comunidade.

4.       Que benefícios esta parceria pode trazer para a formação do aluno durante toda a sua vida?
R: A parceria escola-família pode trazer inúmeros benefícios para formação do aluno durante toda a sua vida como um melhor desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Além disso, juntas elas podem encontrar melhores estratégicas para se atingir uma educação completa. Também esta união só contribui para a formação de estudantes éticos, críticos, participativos, solidários e responsáveis.

Enfim, faz uma grande diferença na educação das crianças e dos adolescentes um trabalho conjunto entre família e escola.